belogue

banalidades circunstanciais.. ou não!

Arquivo para Setembro, 2007

cash for love?

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Há dias li algo que, confesso, me chocou:  num estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, que analisou o comportamento de 46 pessoas que participaram de uma reunião de um serviço de encontros rápidos, conhecido como “speed-dating”, foi extraída a conclusão de que as mulheres se deixam seduzir pelo factor ‘riqueza’ ao avaliarem os possíveis parceiros. A garantia de segurança financeira é importante para a ala feminina! Então por onde anda o mundo cor-de-rosa da Barbie em que o coitado do Ken era sempre o mau da fita que se metia com a Midge que, refira-se, nunca tinha culpa de nada, e rotulava indirectamente os homens como Neardentais, reflexo da sociedade poor women – macho man? Fiquei perplexo, confesso. Era provavelmente a última coisa que esperaria ler sobre as mulheres, que tão sabiamente sempre souberam fazer marketing pela sua espécie… algo se passa.  Este estudo coloca-as mais perto dos insensíveis dos homens, aqueles a quem apenas sexo, carros e futebol interessa e que, para obter tudo isso, é forçosamente necessário dinheiro… Será o culminar de uma longa luta de igualdade de direitos? Hope not… afinal, os homens precisam das mulheres para serem ensinados, para saberem estar no mundo. No dia em que as mulheres se tornem homens (sem recurso à medicina, note-se) tudo deixa de ter piada. Afinal elas controlam o mundo, e bem na minha opinião, e mantêm de alguma forma um certo equilíbrio na equação.

No mesmo estudo referia-se que os homens procuram, sobretudo, beleza. O grau de atractividade é assim determinante na eleição de potenciais parceiras.  Ora, continuam a ser os verdadeiros Ken’s… ao menos ficamos tranquilos por haver certas coisas que não mudam.

msgd

depressão, depressivo, deprimente ou não.

Cresci ao lado destas imagens e sons, sempre com um estranho sentimento de marginalização. Já lá vão uns anos de mútuo aconchego e, de todo, refuto o rótulo de depressivo ou deprimente e afins derivados. A música dos This Mortal Coil é ímpar na concepção, no estilo, na sonoridade e pessoalmente na conjugação do grafismo com a música. Lembro-me que o meu círculo de amigos de então (e de agora..) recusava-se a tentar chegar ao cerne da coisa, a ouvir com real vontade, sem os tão habituais preconceitos que ainda hoje pautam o nosso Portugalzito. Lembro de desfiar horas a ouvir os três únicos cd’s que foram editados pela 4AD, através das mãos do Ivo Watts-Russel: o primeiro diferente e tal, mas de certa forma mais um disco de sonoridades pouco integradas entre si, uma vez que cada faixa era díspar. O segundo, enooooorme, talvez o mais complicado para usar a máxima “olha, ouve este, é excelente, vais adorar” – e depois sair uma amálgama de sons que apenas os this-mortal-coilistas mais puros toleram e compreendem. Finalmente o terceiro, mais “fácil” de escutar, superiormente produzido e impossível de ouvir sem ser na íntegra, seguidinho… Estranho? Talvez não. Experimentem ouvir ás escuras (buuu) e bem alto…

msgd

surpreso.

Hoje li algo que me deixou surpreso, “apenas “tal” corresponde ao teu critério”, banal pois então, por certo, e por demais, mas talvez pela banalidade da expressão, e principalmente por nunca ter usado tal na panóplia de e-mails que respondo todos os dias, me deixou absorto. E qual o interesse disto para os demais, nenhum pois claro, mas haveria algum interesse? Talvez não, mas para mim, tal expressão revelou-se mais uma infindável opção de resposta a algum chato que me contacte com perguntas do arco da velha e cuja resposta imediata apeteça ser um célere “vai-te f#%&$ mais a tua pergunta!”

xp o absorto!

a velhice.

Num pequeno clip de video onde aparece um velho (leia-se idoso, de barba branca, com outrora atlético porte que seduziria qualquer donzela devidamente vestida, a corar numa varanda de 2º andar enquanto a Mãe bebia chá na sala e o Pai espreitava a acção da referida janela de caçadeira em punho) e uma catrefada de putos enérgicos, gulosos e, estranhamente para os dias que correm, pouco sensuais, não deixa de ser curioso que eu me sinta velho. São 17 anos! Dezassete anos de MTV, de discussões com os Pais, dos primeiros, segundos e demais beijos, uns tímidos apalpões, de medianas notas escolares. Dezassete anos que nem se fizeram sentir e esvoaçaram do e para o nada. Mas são 17 anos nostálgicos: tudo teve um preço e tudo deixou uma marca. O meu carácter, bom, mediano ou mau, assim se foi formando. Perante todos os cânones actuais estou velho, ultrapassado ou então simpaticamente maduro. Nem sequer sei jogar com uma Playstation! Ultrajante.

Não imagino o meu amanhã muito diferente, mas sim mais exigente. Nos amigos, nas actividades, nos prazeres, nos desafios e até na preguiça, esta cada vez mais selecta. Onde outrora qualquer Cornetto da Olá servia, hoje esta boca resmunga por um Strawberry Cheesecake da Haagen-Dazs.  Podemos então associar a velhice à natural exigência do homem enquanto ser social e por conseguinte um passo adicional no crescimento? Claro que sim… digo eu que nem um autêntico Sófocles, que desta feita não anda descalço mas de BTT.

msgd

ser fofo.

Há certas coisas que nos fazem repensar outros tantos actos. Ser fofo.

Ser fofo é nos dias que correm algo que nos conota momentâneamente para o oposto sexual do nosso ego, ou seja, se eu for fofo num contexto masculino de um grupo de amigos logo sou paneleiro, e ser paneleiro não é necessariamente ser fofo. Mas também o pode significar. Já num contexto feminino, se eu for fofo terei mais probabilidades de sucesso do que ganhar le bidon de combustível do Galp Milhões do Orlando. Entenda-se por sucesso conquistar um direito a uma bebida ou a um jantar que o fofo terá de pagar à juíza de ocasião, ou seja, ser fofo implica um dispêndio monetário já para não falar da fofureza que se desperdiça.

Ser fofo é, então, maioritariamente feminino, ainda que associado a uma recompensa virtual que apenas nos faz alimentar o ego? Pois não sei, mas vezes há em que me apetece ser um Hippo.. outras tantas o amigo Cão que mete a colherada gay ali na coisa. 

msgd

Olá Mundo!

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É um novo começo, algo substancialmente desassossegante para a humanidade: uma partilha, quase íntima, de alguns neurónios que circulam livremente perdidos por aqui e por ali.

a parelha fundadora da coisa :)