Cresci ao lado destas imagens e sons, sempre com um estranho sentimento de marginalização. Já lá vão uns anos de mútuo aconchego e, de todo, refuto o rótulo de depressivo ou deprimente e afins derivados. A música dos This Mortal Coil é ímpar na concepção, no estilo, na sonoridade e pessoalmente na conjugação do grafismo com a música. Lembro-me que o meu círculo de amigos de então (e de agora..) recusava-se a tentar chegar ao cerne da coisa, a ouvir com real vontade, sem os tão habituais preconceitos que ainda hoje pautam o nosso Portugalzito. Lembro de desfiar horas a ouvir os três únicos cd’s que foram editados pela 4AD, através das mãos do Ivo Watts-Russel: o primeiro diferente e tal, mas de certa forma mais um disco de sonoridades pouco integradas entre si, uma vez que cada faixa era díspar. O segundo, enooooorme, talvez o mais complicado para usar a máxima “olha, ouve este, é excelente, vais adorar” – e depois sair uma amálgama de sons que apenas os this-mortal-coilistas mais puros toleram e compreendem. Finalmente o terceiro, mais “fácil” de escutar, superiormente produzido e impossível de ouvir sem ser na íntegra, seguidinho… Estranho? Talvez não. Experimentem ouvir ás escuras (buuu) e bem alto…
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muito bom… realmente, não fica no ouvido à primeira, mas também poderá será isso que aguça o apetite, vai-se saboreando até se ganhar o gosto…
eu fiquei logo “fã”, mas tacho que foi porque a música para mim é sempre o retrato de um momento… no caso dos This Mortal Coil, não foi diferente…
Obrigada pela partilha… e quanto a Depressão, Depressivo ou Deprimente escolho o Ou Não!
P.S. Success for your Blog! Neighbor”