belogue

banalidades circunstanciais.. ou não!

Arquivo para Novembro, 2007

hey Lillly, where is….?

Este video chegou ao meu email… e acho que não haverá muito mais para dizer, excepto que as futuras relações amorosas desta miúda serão sem dúvida muito sui generis :)

msgd

o amor, a loucura e os outros amigos.

 

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Estava a terminar um trabalho para alunos da escola quando me lembrei de um texto que tinha guardado há pouco:

Contam que um dia se reuniram num lugar da terra todos os sentimentos e qualidades humanas. Quando o Tédio se apresentou pela terceira vez, a Loucura, como sempre um pouco fora de propósito, disse: “Vamos jogar às escondidas?”

O Interesse levantou o sobrolho e a Curiosidade sem poder conter-se perguntou: “Ás escondidas? De que se trata?”

“É um jogo” explicou a Loucura “Eu tapo os olhos e conto até 1.000.000, enquanto vocês se escondem e, quando tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar fica no meu lugar para continuar o jogo.”

O Entusiasmo pôs-se a dançar, acompanhado pela Euforia.

A Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até a Apatia, à qual o jogo não interessava nada.

Mas nem todos quiseram participar. A Verdade preferiu não se esconder. E se no fim todos a descobrem? A Soberba pensou que era um jogo maçador (mas no fundo o que a aborrecia era não ter sido uma ideia sua) e a Cobardia preferiu não arriscar.

“Um, dois, três…” começou a contar a loucura. A primeira a esconder-se foi a Preguiça que se deixou cair por trás da primeira pedra que encontrou no caminho. A Fé voou até ao céu e a Inveja escondeu-se na sombra do Triunfo que com a própria força conseguiu subir a árvore mais alta. A Generosidade quase não se conseguia esconder, pois cada lugar que encontrava lhe parecia perfeito para algum dos seus amigos. Que dizer de um lago cristalino? Ideal para a Beleza. O tronco de uma árvore? Perfeito para a Timidez. As asas de uma borboleta? O melhor para a Alegria. Um sopro de vento? Magnífico para a Liberdade. Assim a Generosidade acabou por se esconder num raio de sol.

O Egoísmo, pelo contrário encontrou imediatamente um bom esconderijo, arejado, confortável e só para si. A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (na verdade, escondeu-se dentro do arco íris). A Paixão e o Desejo no centro de um vulcão. O Esquecimento… não me lembro onde… Quando a Loucura chegou a 999.999 o Amor ainda não tinha encontrado um esconderijo pois estavam todos ocupados, por fim descobriu uma roseira e decidiu esconder-se no no meio das flores.

“Um milhão!” disse a Loucura. Começou então a procurar. A primeira a aparecer foi a Preguiça, só a três passos de uma pedra. Depois a Fé, que estava a discutir com Deus sobre questões de teologia, e sentiu vibrar a Paixão e o Desejo no fundo do vulcão. Por acaso encontrou a Inveja e pode deduzir onde estava o Triunfo. O Egoísmo não conseguiu encontrá-lo. Tinha fugido do seu esconderijo porque reparou que tinha um ninho de vespas. Depois de tanto caminhar, a Loucura tinha sede e ao aproximar-se do lago descobriu a Beleza. Com a Dúvida foi ainda mais fácil, porque estava sentada numa cerca sem ter ainda decidido onde esconder-se.

Foi descobrindo todos: o Talento na erva fresca, a Angústia numa gruta triste, a Mentira dentro do arco íris e por fim o Esquecimento que se tinha esquecido que estava escondido. Só o amor não aparecia em parte alguma. A loucura procurou por trás de cada árvore, por trás de cada pedra, em cima dos montes e quando estava a dar-se por vencida descobriu a roseira e começou a mexer nos ramos. Quando, de repente, se ouviu um grito de dor: os espinhos tinham ferido os olhos do Amor…! A Loucura não sabia mais o que fazer para se desculpar: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e por fim prometeu-lhe que dai em diante ficaria sua guia. Até agora, desde a primeira vez que se jogou ás escondidas na terra, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre!

maman

lógicas femininas ou a vã tentativa de explicar a complexidade da carga comportamental masculina.

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Usando a lógica para explicar alguns fenómenos comportamentais. Como todo fenómeno, tem as suas raras excepções…

Os homens bons são feios.
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro,
pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham
que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm
dinheiro, são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são
heterossexuais, são tímidos e nunca dão o primeiro passo!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o
interesse em nós quando tomamos a iniciativa.
Agora… quem nesse mundo entende os homens?

Moral da História:

Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e
é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que
amadureçam e se tornem uma boa companhia para jantar.

xipiti

moleculum infanticus.

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A remexer nos meus emails descobri um texto de autor desconhecido (e que andou pela blogosfera a ser erradamente atribuído ao Markl) que me foi reencaminhado há bastante tempo e que faria sentido num tópico inicial aqui do belogue sobre a velhice. De alguma forma identifiquei-me com o essencial do que está escrito, ainda que não concorde com algum do sarcasmo utilizado. Este é afinal um meu regular tema de conversa: as gerações, as suas diferenças e o eterno cheirinho a eu estou velho.

“A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.

‘Quem? ‘, perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus… Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: ‘Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além…’ era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim. Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D’Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a
noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual… E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Chanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num uper-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.

Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho… Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo
‘Moleculum infanticus’, que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de ‘terno’ nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração ‘rasca’… Nós éramos mais a geração ‘à rasca’, isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de
bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela
versão da bicicleta. Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se
conseguiu que 8 em cada 10 putos sejam cromos.

Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.”

msgd

solidão.

[msgd >] Ora mais uma (nova) contribuição, o que me deixa bastante contente, happy, heureux, glucklich :) . A Maman lembrou-se de um pequeno texto do grande Chico Buarque que reza assim:

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“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…

Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…

Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente…

Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…

Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto…

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma”.


maman

pequenos passos.

Mais uma contribuição, mais uma moedinha… não sou grande fã do Willy, mas este texto chegado ao meu email captou a minha atenção… há dias assim.

msgd

 

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“Depois de algum tempo, aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que «amar» não significa apoiar-se e que «companhia» nem sempre significa segurança. Começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começas a aceitar as tuas derrotas de cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto. E aprendes a construir as tuas estradas no hoje, porque o amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de se partir ao meio em vão. Depois de algum tempo, aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e deves perdoá-la por isso. Aprendes que falar, pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. Descobres que os amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos de mudar os amigos, se compreendermos que os amigos mudam. E descobres que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa ou nada para terem bons momentos juntos. E descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos. Aprendes que as circunstâncias e o ambiente têm muita influência sobre nós, mas que não deixamos de ser responsáveis por nós próprios. Aprendes que paciência requer muita prática. Aprendes que quando estás com raiva, tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás, em algum momento, condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E percebes que realmente, podes suportar, que realmente, és forte e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais! E que, realmente, a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida! E só nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o medo de tentar!”

William, o do Hamlet…

o pé.

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Hoje chamaram-me à atenção (um macho assumidíssimo, obviamente) que o belogue não tinha mamas nem automóveis – sic. Ora pois bem, como a gerência prima pelo conforto e bem estar de quem por aqui passeia, aqui se repara, ainda que de forma leve, subtil e socialmente aceitável, esta questão. Não vão aparecer mamas nem popós, mas pés (é um começo, oh cromo…), através de um texto sublime de A.J. Rafael, retirado do espólio da falecida (snif, snif) K.

“Nunca se sabe onde é que as coisas podem ir parar, nunca digas desta água não beberei, nunca digas nunca, e por aí fora. Enfim, estas frases explicam, com a simplicidade insubstituível do saber popular, o objectivo destas páginas. Propomos revelar erotismos alternativos ou de apoio, para vossa informação ou, quem sabe, realização pessoal. Queremos que os nossos leitores saibam que há gente por este mundo fora que não consegue atingir os prazeres sublimes da carne de uma maneira clássica ou canina, como a maioria de vocês estão habituados. Há sempre uma outra maneira de o fazer que é desconhecida, seja por juventude, por ignorância, por falta de educação, por demasiada saúde ou doença até dizer chega.

Não acreditamos que dentro de nós exista «de tudo um pouco» mas sim que todos têm a sua perversãozinha favorita. Muitas vezes não passa de um sonho inocente nunca realizado mas sempre envergonhado.

Algumas das formas que vos apresentaremos talvez vos choquem, vos façam rir ou vos surpreendam por vê-las incluídas nestas páginas. Não importa. O nosso dever é não vos esconder nada e ajudar-vos nessa terrível batalha pela felicidade. E quem sabe, talvez, a partir destas páginas possam começar uma nova vida.

A OBSESSÃO com o pé duma mulher, como em todas as obsessões, não trata do que o pé pode fazer mas o que se pode fazer com ele. A resposta é sempre a mesma: tudo. A fixação numa parte da pessoa desejada faz com que toda ela seja essa parte. Os padrões de beleza ou de estímulo variam de acordo ao nível do sujeito. Muito provavelmente quanto mais civilizado seja o fetichista (há gente que os chama por esse nome) mais procurará uma beleza selvagem, um sabor sem tratamentos filtrantes, natural, mais ecológico. Outros, mais classe média, exigem no seu objecto de desejo elementos auxiliares como unhas pintadas, limpeza cuidada, Fuss-Frish, Dr. Schol, etc.

Da mesma maneira que não podemos dissociar os seios do decote, os sapatos fazem parte do universo erótico do pé.

Não sabemos quem inventou o salto alto. Não faz mal. É o que menos interessa neste momento, embora aqui rendamos homenagem ao seu génio. Haverá algo mais perfeito do que um pé num ângulo maior de 45°, como que a tentar levitar? Poder-se-ia descrever o perfeito equilíbrio de um pé dentro dum sapato de salto agulha?

Aliás, não é só o salto alto. São também as botinhas com os seus intermináveis cordéis, ou as botas de montar que apesar de masculinas e austeras, não nos conseguem enganar: sabemos que dentro delas estão uns pezinhos delicados e quentinhos à espera de outro conforto, talvez mais fresquinho, que só nós podemos oferecer.

As sandálias são o oposto às claustrofóbicas botas. Nelas podemos apreciar quase todo o esplendor dessas deliciosas extremidades. Elas são como esses decotes arrogantes que vivem no limite da sua própria existência. Não esqueçamos aqueles sapatinhos chamados «Sabrinas», que apenas cobrem a ponta dos pés e nos mostram com impudor o nascimento de cada um dos dedinhos, como que pedindo ajuda para sair…

Os pés de uma mulher não necessitam de nada mais do que alguém que aprecie a beleza intrínseca e prazer profundo que albergam.

As suas delicadas e firmes curvas, a sua harmoniosa distribuição de partes macias e ásperas, fazem deles uma fonte inesgotável de alegrias latentes, prontas a explodir.
Adoradores dos pés, tendes razão.”

in K #17, Há gente para tudo – Hoje: O pé, Fev. ‘92

msgd

a mentira do “bom por si mesmo”.

 

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O factor comum do comportamento dos homens é sempre interpretado como uma moralidade “em si”, como algo objectivo. As consequências nocivas desta interpretação deveras tosca devem ser óbvias para qualquer indivíduo. Uma verdadeira castração da liberdade de pensamento em prol das tendências generalizadas. O crime mais monstruoso contra qualquer obra é aquele que ataca em seus alicerces. Corrompendo a semente, só poderão nascer, é claro, frutos corrompidos, inertes, estéreis. Certamente não se usa esse tipo de nome para designar esta espécie de crime. Geralmente lhe são atribuídos pomposos nomes reluzentes – “decência”, “dignidade”, “humanidade”, “honra”, “bons costumes” –, com a finalidade de esconder a realidade pútrida que está por detrás da superfície desta mentira escravizante. Tudo isso são apenas quimeras que sacrificam o indivíduo à fantasmagoria do “bom por si mesmo”. De facto, é incrível a influência desse tipo de mentira sobre indivíduos inseguros, que tem a necessidade encontrar algum significado exterior para si mesmos – e o fazem dissolvendo-se nos outros. Aqui o alheamento de si apresenta-se como última alternativa para sentirem-se valorizados.

sepol

whisper of a thrill

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Há palavras ou frases que me conseguem, mesmo, arrebatar, e a Insomnia tem sido exemplar em algumas delas… desde que li “sentir-te não é difícil, ter-te é que se torna impossível” que ficou a pairar no meio dos meus desincronizados neurónios. Palavras ou frases que sendo tão simples dizem tantas coisas e possuem uma força incrível. Curiosamente são quase todas na língua de Hamlet.. e oh que chatice! eu que tanto gosto de omeletes. Ocorre-me:

swept away

my bad

shallow

void

mas mesmo, mesmo é

whisper of a thrill

msgd

crazy, crazy?

Esta é a música que dá no final do Powerpool para relaxar e alongar os músculos… é mesmo só eu a boiar na água a olhar para o céu pela cúpula da piscina… sabe bem… esqueço (quase) tudo… relaxo… saio de lá a cantar isto e de bem com a vida… por cinco minutos, pelo menos.

xipiti

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