belogue
banalidades circunstanciais.. ou não!Arquivo para Dezembro, 2007
2007 out.
Mesmo não tendo acesso a ferramentas para colocar um post com imagens elaboradas, não poderia de deixar de aqui vir escrevinhar umas linhas e desejar um óptimo 2008, se for melhor do que 2007 já não será de todo mau. Desde que haja saúde, creio que tudo se resolverá e correrá pelo melhor.
Da mesma forma, um muito obrigado a todos (e todas
) que leram, cuscaram, visitaram, disseram mal, denegriram, aplaudiram e participaram no belogue.
See you later, Wally…
msgd
t’inventerai des mots insensés que tu comprendras.
Talvez uma das declarações de amor mais bonitas da lingua francesa!
(Pode ser que dê jeito a msgd!
)
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
D'un ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Maman
oh Lord, why don’t you give me a merced… ny ticket?

A revista Blue Travel de deste mês (acho que ainda a apanham nas bancas) traz um interessante guia/dicas sobre Nova Iorque. Deve ser a minha sina, ter de levar (mais uma vez) com dicas e afins da big apple. Raios! Fui logo para dentro do Google a tentar descobrir um bilhetinho baratinho rapidinho muito inho de última horinha mas népia. Ainda dizem que os sonhos alimentam a alma, mas confesso que começo a ficar esfomeado…
Se bem me lembro a Só Maria ía para esses lados em breve… se estiveres à escuta, avança com mais umas dicas e/ou experiências no teu regresso.
Em todo o caso sugiro a leitura no mesmo exemplar da Blue Travel da reportagem sobre a Costa Rica – fiquei positivamente atraído. Para quando um belogue tours?
Oh well…
msgd
(too late to) apologize… or maybe not… you never know if you don’t try.
I’m holding on your rope,
Got me ten feet off the ground
I’m hearing what you say but I just can’t make a sound
You tell me that you need me
Then you go and cut me down, but wait
You tell me that you’re sorry
Didn’t think I’d turn around, and say…
It’s too late to apologize, it’s too late
I said it’s too late to apologize, it’s too late
I’d take another chance, take a fall
Take a shot for you
And I need you like a heart needs a beat
But it’s nothing new
I loved you with a fire red-
Now it’s turning blue, and you say…
“Sorry” like the angel heaven let me think was you
But I’m afraid…
It’s too late to apologize, it’s too late
I said it’s too late to apologize, it’s too late
It’s too late to apologize, it’s too late
I said it’s too late to apologize, it’s too late
It’s too late to apologize, yeah
I said it’s too late to apologize, yeah-
I’m holding on your rope, got me ten feet off the ground…
xipiti
if I were someone I would like to be a fool.
Já aqui mencionei um projecto britânico idealizado pelo Ivo Watts-Russel, os This Mortal Coil. Entre um Cohiba Siglo VI e um Absolut Disco houve um repeat mental (nada de novo, portanto) e… assim reza a letra:

I’ve gathered all my lifetime memories of you
My lusty sentiments that made life seem true
I’m rather selfish and I mean to be unkind
And you can’t imagine what it does to me inside.
But where am I, I want to die
I want to live, I want to die
If I were someone I would like to be a fool
No one would know me, and I think that would be cool
I’d paint a picture of my life upon your wall
And use the colors that have made life seem small
But you’ve got a way of understanding me
And I just call it one of your mysteries
But you know youve got to stay close to me
But where am I, I want to give.
msgd
(foto com mto mérito de Miguel Costa)
turismo caseiro com direito a manta.
Mais um serão de cinema injectado – cortesia Avenida Video e ao seu pack leve 3 pague menos – e sobressaiu este Desacordo Perfeito – Désaccord Parfait – com a eternamente charmosa Charlotte Rampling. Levezinho, tema repetitivo de amores antigos, perdidos & achados algures na vida, mas acima de tudo um interessante mix de humor gaulês-britânico que eu nem sabia poder coexistir.
Um cão que ressona como um humano e toma viagra, um casamento de fachada que tem um mordomo sui generis e uma paixão antiga com contas por saldar. Fora de contexto, sai-me este diálogo:
- Si je peut me permettre, monsieur, vous avez une des moustaches des plus impressionants.
- Vous aimez des moustaches ?
- Oui Monsieur, beaucoup !
- Peut-être un jour vous avez une moustache à vous.
msgd
chomp, chomp…
E já que se falou em comida Japonesa … Permita-me esse belogue deixar aqui duas sugestões muito cool:
1. Mesmo ao pé de casa (tem até take-away), o Japonês > Av. D. Afonso Henriques, 34, 1º, Tel. 239 70 20 13, restaurantejapones@gmail.com

2. ou então para quem quiser dar um “saltinho” a Paris, dos mesmos donos do buddha bar, o Bound > 49/51, avenue George V, 75008 Paris, Tel: 33.(0)1.53.67.84.60, bound@buddhabar.com
…até já estou com água na boca… belíssimo!
tubarão luso
gulodices boas, mas mesmo boas.

Ao esfolhear os suplementos das revistas associados ao Natal, descobri a existência de uma marca de chocolate Made in Portugal, com um embrulho muito cuidado e com toque de design, SÃO TOMÉ. As coincidências nunca são por acaso. Tive o prazer de receber como
presente de uma amiga uma caixa de biscoitos da mesma marca. Muito saborosos, vêm numa caixa de metal elegante. Além dos chocolates e biscoitos também comercializam chás e cafés. A empreendedora empresa chama-se Boaboca Gourmet e tem como um dos principais objectivos comercializar produtos portugueses de alta qualidade.
Para os curiosos (e gulosos) www.boaboca-gourmet.com
É bom elogiar as coisas boas que se fazem, então quando é português!…
maman
amar-te com pachorra… ou será antes vontade de comer um haagen-dazs?

Confesso que nunca pensei citar a Margarida Rebelo Pinto, autora cujos textos nada me dizem de tão exageradamente feministas me soam, fazendo jus a uma parcialidade social que não tem lugar nos dias que correm… penso eu de que (Querida Margarida, caso venha a acontecer deleitar os seus olhos aqui no belogue, por favor não vire as munições para este lado, somos uma democracia social no seu melhor papel mundano). No entanto, esbarrei neste texto sobre o tempo que o amor requer ou vice-versa. É de facto um tema intemporal, de opiniões várias mas sempre delicioso para passar o… (precisamente) tempo. No tempo (supostamente) necessário para o amor está afinal a vontade de transmitir a outrem o que sentimos: as saudades, os desejos, os desalentos, o querer estar… enfim, uma panóplia de sentimentos e/ou emoções que falam por nós a atraem a quem nos dirigimos. Há no entanto um pormenor que ela encapotadamente refere que eu acho fabuloso e me fez lembrar uma frase de uma pessoa amiga: numa relação a dois é muito importante conseguir estar em silêncio e respeitar o silêncio do outro. O nosso espaço reflecte a nossa personalidade e é a nossa personalidade que nos faz amar e ser amado, logo se interferirmos no espaço do outro correndo o risco de adulterar a sua personalidade, o que amamos? O nosso alter-ego que queremos de alguma forma ali reconstituir?
“O tempo está para o amor como o vento para os incêndios; apaga os mais fracos e ateia os mais fortes. Esta é uma das máximas que me acompanha há alguns anos. Sempre que vejo um novo romance nascer, faço como o chinês que se senta à porta da sua casa e espera, espera o tempo que for preciso, até que tudo o que ele desejou se lhe atravesse na soleira.
O amor precisa de optimismo e de confiança, de dedicação e de generosidade, de alegria e de prazer, de riso e de entendimento, de cumplicidade e de adversidade, mas precisa sobretudo de tempo. Tempo suficiente para ser vivido na presença e tempo de ausência quanto baste para ser medido no silêncio de um espaço vazio à mesa e na cama, ao final do dia quando nos apetece um abraço, ou durante os fins de semana em que imaginamos tudo o que poderíamos fazer juntos e estamos separados.
Por isso é que é tão bom namorar. Namorar é tão sensato como assinar um contrato que contempla o período de experiência. Estamos entusiasmados e motivados, o novo é irresistível e queremos dar o nosso melhor. Mas tudo na vida que é consistente e vale a pena leva muito tempo e também dá muito trabalho, por isso o melhor é ter calma e deixar correr até a poeira assentar.
(…)
Num amor pleno e puro, o tempo vence lado a lado connosco, é nosso irmão e aliado. E é por isso que vale a pena dar-lhe tempo, todo o tempo do mundo.”
Houve um comentário ao texto da Dona Margarida que registei com um agrado bastante realista:
“No outro dia, numas das deliciosas esplanadas de Lisboa uma amiga minha dizia: “hoje sei que é impossível amar de alguém uma vida inteira” lembrando-me do que Florbela Espanca “…Se uma vida tem tantas primaveras porque razão devemos apenas ter um amor…” perguntei-lhe então porque razão estamos sempre ou pensamos sempre naquela pessoa que mais nos marcou, mesmo quando de não controlamos certos impulsos, mesmo quando a loucura nos sabe tão bem, mesmo quando o perigo parece o nosso maior amigo, quando o pecado está mesmo ali ao lado. E ela respondeu, “Lindo, antes de tudo somos animais com instintos e nem sempre racionais e quando o ambiente é favorável o Ser reage consoante o ambiente em que está inserido, é a verdade simples e crua”, não podia acreditar. “Não fiques assim, todos somos assim, todos o sentimos e temos a vontade ou necessidade. Embora esteja oculta seja pelo ambiente ou por vontade própria”. Então será que existe o amor ou apenas o carinho e o respeito? Ou então uma ligação forte a alguém que está ao nosso lado? E se ele existe, porque razão não temos olhos apenas para uma pessoa, porque razão ficamos tão arrepiados com o que por vezes nos dizem e porque razão aquilo nos soa tão bem…”
De vez em quando fico assim…
msgd










