“Há cada vez mais portugueses a querer adoptar uma criança estrangeira de 2000 até 2007, o número quase sextuplicou e atingiu um total de 137 candidatos. O número de crianças estrangeiras adoptadas em Portugal ao longo dos últimos sete anos é de cinco dezenas, 12 das quais no ano passado. Em contrapartida, o número de candidatos residentes no estrangeiro que pretende adoptar crianças portuguesas tem vindo a diminuir de ano para ano, assim como as crianças portuguesas com propostas aceites por famílias oriundas de outros países. Tal como acontece com a adopção nacional, o desfasamento entre as características das crianças e o perfil pretendido pelos candidatos explicam a dificuldade em arranjar um lar para crianças institucionalizadas. Nos últimos sete anos, 50 crianças estrangeiras foram acolhidas em Portugal, apurou o JN junto da Direcção-Geral da Segurança Social, a entidade que centraliza todos os processos de adopção internacional (quer os de Portugal como país de origem das crianças quer os de acolhimento de menores estrangeiros). Só no ano passado, foram 12, enquanto em 2000 tinham sido apenas duas – o que é revelador desta tendência. De todas as crianças encaminhadas para a adopção internacional, há registo de apenas dois casos de insucesso, em que a idade – mais de dez anos – pode ajudar a explicar as dificuldades de integração num contexto familiar e social muito diverso da sua experiência de vida. A par do aumento do número de crianças estrangeiras adoptadas em Portugal, verifica-se uma abertura crescente dos candidatos portugueses a crianças de outras proveniências. Trinta e quatro famílias tinham, no ano passado, o processo concluído para adopção internacional. Tendência contrária verifica-se nas estatísticas de Portugal enquanto país de origem. Há menos candidatos a residentes no estrangeiro interessados em crianças portuguesas – eram 40 em 2000 e apenas dez no ano passado – e menos menores do nosso país em condições de serem acolhidos no estrangeiro. A adopção internacional é uma hipótese que apenas se coloca quando se esgotam as possibilidades de colocar a criança numa família portuguesa. Por essa razão, as crianças propostas para adopção internacional são, em regra, de idades mais avançadas e, muitas vezes, sofrem de problemas de saúde. Embora as famílias estrangeiras sejam mais receptivas a crianças mais velhas e portadoras de patologias, a verdade é que preferem claramente as que são saudáveis e com idades até aos dois anos ou, caso não seja possível, até aos quatro. Os candidatos fortemente motivados para a experiência da paternidade flexibilizam o perfil até idades mais avançadas e admitem aceitar dois ou três irmãos.
in JN de 21/05/2008″
… acho que está quase tudo dito.
msgd










acho fantástico adoptar uma criança ; se estrangeira ou portuguesa só depende do sentido com que o fazemos, ie, se é pela tendência (agora é moda entre estrelas) ou se é por uma decisão pensada e com sentido. No outro dia li uma entrevista da Angelina Jolie, mulher que acho líndissima por fora e fascinante por dentro – “adoptar é uma benção”.