belogue
banalidades circunstanciais.. ou não!Arquivo para Agosto, 2008
crianças, vão lá para dentro ver tv, ok? [parte 1/2]
Já sabemos que no Verão os corpos se despem e com a roupa vai a vergonha e a timidez… então bora lá! Miúdos, vão lá para dentro ver tv, tá? Agora que estamos entre adultos (pelo menos no BI), no baú das velharias encontrei este negrinho talentoso e lindo que entre outros talentos que imagino que tenha, tem uma voz que domina na perfeição indo do agudo ao grave com a mesma facilidade e sensualidade com que desembrulhamos um bombom de chocolate e o metemos na boca e o deixamos derreter se conseguirmos resistir à tentação de o trincar, claro está que isto uma mulher não é de ferro… Segundo li, vai lançar um cd em Setembro e eu confesso que já tinha saudades dele. Talvez seja demasiado doce para alguns, mas meninas digam lá que isto não vos põe bem dispostas? Vá lá, eu sei que sim… Meninos, se as meninas gostam, vocês aproveitem que este M de nome MAXWELL as põe na right mood e dá-vos ideias… basta espreitarem a letra… Era até a polícia vir bater à porta!!!
Didn’t you dig the way I rubbed yo back girl
(gostaste da maneira como te massajei as costas?)
Wasn’t it cool when first I kissed yo lips
(não foi fixe quando eu comecei por te beijar?)
Was it enough to penetrate yo dark world
(foi suficiente penetrar no teu mundo escuro?)
Or were you embarrassed about the way you freaked
(ou ficaste envergonhada pela maneira como gozaste?)
Well I wanna hold you
(bem eu quero abraçar-te)
I wanna know you baby
(eu quero conhecer-te)
If it’s alright
(se deixares)
Gonna take you in the room suga’
(vou levar-te para o quarto, doce)
Lock you up and love for days
(trancar-te e pinar durante vários dias)
We gonna be rockin baby
Till the cops come knockin
(vamos pinar até a polícia vir bater à porta)
Pappa gonna have to leave
A message on the telephone baby
(o teu papá vai ter de deixar uma mensagem no telefone, querida)
There won’t be no stoppin’ me
Till the cops come knockin’
(ninguém me vai parar até a polícia vir bater à porta)
Six on a Thursday night and you be jonesin baby
(às 6da manhã de uma quinta-feira e tu estás a trepar pelas paredes)
For a brother to hold you tight and keep on goin
(por alguém que te abrace e que continue)
Last lover came and went
(o ultimo amante veio-se e foi embora)
Didn’t even hug n’ kiss you n’ caress you
(nem sequer te abraçou, beijou e acarinhou)
Gimme a call it’s cool the M’s all open
(liga.me, na boa, o M está aberto)
I’m open wider than oceans
(estou mais aberto que os oceanos)
I’ll be your lotion
(serei a tua loção de corpo)
If it’s alright
(se deixares)
Gonna take you in the room suga’
Lock you up and love for days
We gonna be rockin baby till the cops come knockin
(isto a gente já sabe porque ele já disse)
Please you tease you eat you
(dar-te prazer, provocar-te, comer-te)
Make you feel so good inside
(fazer-te sentir tão bem por dentro)
Loving you long if that’s alright?
(pinar demoradamente se puder ser)
Gonna take you in the room suga’
Lock you up and love for days
We gonna be rockin baby till the cops come knockin
(tá bem, bora lá atão a ver se cumpres…)
xipiti
o sussurro.
A delicadeza de um sussurro traduz um cenário de contornos quase eróticos – ora é o tom de voz, regral geral baixo, baixinho mas decidido, ora é a respiração que se faz (propositadamente) ouvir melhor. A combinação dos dois factores é algo quase transcendente. É segredar, tranquilizar, mostrar o quanto se deseja preservar aquelas palavras especiais. O efeito de um bom sussurro poder-se-ía livremente traduzir na língua de Hamlet como um whisper of a thrill – e até dá um arrepiozinho quando se diz e/ou ouve isto assim! O bom sussurro sabe ser malandro and yet respeitador, senhor dos seus passos, hábil no tom e na intensidade da respiração. Uma pequena dose de obstipação nasal até poderá ajudar a amplificar o efeito pretendido, afinal, nada como uma voz decidida e forte para aconchegar algumas palavras. Não estou a imaginar a Mai do Amor no Alasca a ter sucesso na arte da sussurrice… mas ainda assim seria menos desastroso que um efeito Lagaffiano:
msgd
halleluja in ewigkeit ou como quem diz, aleluia na eternidade que isto aqui demora muito tempo e não vais conseguir.
Um menestrel com nome estranho deixa-se seduzir por uma tal de Vénus, mulher mundana, mas gira, gira, contrariando assim o lema do torneio dos trovadores a que ele pertence, de que o amor deve ser sublime e elevado. Quando Tannhäuser defende deliberadamente o amor carnal de Vénus, é reprimido pelos trovadores e consolado apenas por Isabel, uma virgem que o ama muito, muito, muuuuito. É-lhe dito que sua única chance de perdão é dirigir-se ao Vaticano e rogar o perdão do Papa. Olha a quem… Tannhäuser segue, então, com o torneio até Roma, mas de maneira auto-punitiva: dormindo sobre a neve, enquanto os demais estão no hotel com direito a spa e massagens tailandesas; caminhando descalço sobre o chão quente, passando fome, e ainda com os olhos vendados, para não ver as belas paisagens da Itália. Ao chegar diante do Papa, em vez de obter o perdão, ouve o Papa dizer que é mais fácil o cajado que ele segura florescer do que ele obter o perdão dos pecados, tanto no céu quanto na terra. (Estavas à espera de quê, óh Tann?!). Odiando a igreja, Tannhäuser volta à Alemanha e Isabel sobe aos céus, rogando a Deus que interceda por ele. Os trovadores voltam com a notícia de que o cajado do papa floresceu, simbolizando que um pecador obteve no céu o perdão que não obteve na terra. Água mole em pedra dura…
Não é uma performance tão intensa como a da Orquestra de Budapeste mas ainda assim… simplesmente delicioso. Para ouvir bem alto, de olhos fechados / luzes off…
[Wagner - Pilgrin Choir | Tannhauser]
msgd
sooooo 80’s – episódio 2.
Continuando a saga dos anos 80 desconhecidos da maioria dos TOP’s Nacionais e Internacionais e das revistas da altura, mais uma preciosidade desencantada do baú das recordações musicais. Ainda hoje me arrepia. Estávamos no ano de 1983 e fez parte integrante da banda sonora original do filme “Merry Christmas, Mr. Lawrence”. Esta música também se poderia inserir na minha já habitual mania de misturar coisas boas… e que coisas! Ryuichi Sakamoto fez a música, David Sylvian a letra e a voz, e o David Bowie apareceu no filme (bem, quanto à sua prestação já não acho que tenha sido tão boa, mas pronto…). Muito há para dizer sobre qualquer um destes MESTRES, mas melhor do que falar é ouvir. Fica também a letra… para ler. Dedicada a ti, minha cor proibida (tu sabes quem és).
The wounds on your hands never seem to heal
I thought all I needed was to believe
Here am I, a lifetime away from you
The blood of Christ, or the beat of my heart
My love wears forbidden colours
My life believes
Senseless years thunder by
Millions are willing to give their lives for you
Does nothing live on?
Learning to cope with feelings aroused in me
My hands in the soil, buried inside of myself
My love wears forbidden colours
My life believes in you once again
I’ll go walking in circles
While doubting the very ground beneath me
Trying to show unquestioning faith in everything
Here am I, a lifetime away from you
The blood of Christ, or a change of heart
My love wears forbidden colours
My life believes
My love wears forbidden colours
My life believes in you once again
xipiti
ir ali, e dar uma volta.
Não conheço pessoalmente o João, só daqui, e dali ele já me levou a viajar para bem longe. Ler as suas palavras, o seu percurso e até os seus ‘feitos’ revelam ser uma pessoa singular e sem dúvida interessante de trocar inúmeras palavras, leia-se experiências. Não conheço o João, mas sei que ele não pára quieto e agora foi dar uma volta, um bocadinho maior que o habitual…
[obg Chocalhinho pela excelente dica...]
msgd
au au roawf roawf, cain…
Citando d. X “pois é, o Kiko já cá anda há um aninho… em casa da Doninha está há 9 meses.
Fica a foto da festinha pequenina que teve… com direito a um Santo Onofre da Pousadinha e chouriçito!
A foto não está grande coisa porque foi tirada com tlm… e tirando o aniversariante que é super fotogénico e a foto de NY atrás, o resto não ajuda muito
“

Ao monte de pêlo, o belogue deseja muitos dias com chouriços e santos…
belogue
you’re gonna find yourself somewhere, somehow.
… largos passeios pelo litoral alentejano com uma sueca em topless.
msgd
ainda a quinta.
Mário Crespo escreveu recentemente:
“O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. “Perdi tudo!” “O que é que perdeu?” perguntou-lhe um repórter. “Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem…” Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga “quatro ou cinco euros de renda mensal” pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que “até a TV e a playstation das crianças” lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam “quatro ou cinco Euros de renda” à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a “quatro ou cinco euros mensais” lhes sejam dados em zonas “onde não haja pretos”. Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso – “ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.” A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.”

Mário, adoro.te!
xipiti











