belogue
banalidades circunstanciais.. ou não!Arquivo para Janeiro, 2009
Senhoras donas, por favor!
“Cada país (cada língua, cada cultura) tem a sua maneira específica de se dirigir às pessoas. Mal passamos Vilar Formoso, logo toda a gente se trata por tu, que os espanhóis não são de etiquetas nem de salamaleques. Mas nós não somos espanhóis. Também não somos mexicanos, que se tratam por “Licenciado” Fulano. Nem alinhamos com os brasileiros, para quem toda a gente é “Doutor”, seguido do nome próprio: Doutor Pedro, Doutor António, Doutor Wanderlei, etc.. Por cá, Doutor é seguido de apelido, e as mulheres, depois de passarem por aqueles brevíssimos segundos em que são tratadas por “Menina”, passam de imediato– sejam casadas, solteiras, viúvas ou amigadas, sejam velhas ou novas, gordas ou magras, feias ou bonitas, ricas ou pobres -à categoria de “Senhora Dona”. Mas parece que uns estranhos ventos sopraram pelas cabeças das gerações mais novas que fizeram o “dona” ir pelos ares ou ficar no tinteiro. Quando recebo daqueles telefonemas que me querem impingir tudo o que se inventou à face da terra– desde “produtos” bancários que me garantem vida farta, até prémios que supostamente ganhei por coisas a que nunca concorri-sou logo tratada por “Senhora Alice.” Respondo sempre: ” trate-me por tu, se quiser; ou só pelo meu nome, se lhe apetecer; mas nunca por Senhora Alice”. Mas o cérebro destes pobrezinhos não foi formatado para encontrar resposta a estas coisas, e exclamam logo: “ah, então não é a Senhora Alice que está ao telefone!” Eu sei que isto não é uma coisa importante, mas que é que querem, irrita-me quando oiço este tratamento dado às mulheres. Tal como me irrita quando vejo/oiço um jornalista tratar por você alguém com o dobro da idade dele.
É uma questão de delicadeza. De respeito. E de saber falar português. Três coisas-admito-completamente fora de moda.
Pois qual não é o meu espanto quando, aqui há dias, na televisão, oiço o Senhor Primeiro Ministro referir-se assim à mulher (também odeio a palavra “esposa”…) do Comendador Manuel Violas. “A Senhora Celeste….” (não sei se é este o nome da senhora, mas adiante). Fico parva. Nos cursos todos que tirou, ninguém lhe ensinou que as senhoras são todas “Senhoras Donas”? Parafraseando livremente o nosso Augusto Gil, “que quem trabalha num call-center nos faça sofrer tormentos… enfim!/ Mas o Primeiro Ministro, Senhor? Por que nos dás esta dor? Por que padecemos assim?”
Crónica de Alice Vieira, publicada no JN de 28/09/2008
xipiti
e venha daí a minha comissão.
Um catálogo Holandês de venda pela Internet fantástico!!! Abram o site e esperem um pouco. Não mexam em nada… É provavelmente uma das publicidades online mais interessantes dos últimos tempos.
xipiti
a minha redacção.

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles.. Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:
- O que é que aconteceu?
Ela respondeu:
- Lê isto. Era a redacção de um aluno.
“Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor. Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta… Ser levado a sério quando falo… Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar… E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo… Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos. Senhor, não te peço muito… Só quero viver o que vive qualquer televisor.”
Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:
- ‘Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais’!
E ela olhou-o e respondeu:
- ‘Essa redacção é do nosso filho’.
xipiti
[not] my oblivion.
Anos e anos passam e tantas coisas há que fazem | farão sempre toda a lógica. A presença dos Tindersticks na minha vida é algo assim. Constante, real, um chamamento para a levitação mental num misto de abalo para a realidade circundante. Seja qual for a canção, a letra ou o timbre da voz do Stuart Staples, há sempre algo que me consegue prender e chamar à terra para logo de seguida me transportar para um lugar sempre seguro e confortável, não sem um travo a falso drama ou pseudo-estado-pré-depressivo. Algo como uma bofetada anunciada há muito e que finalmente aquece a face, mas que nunca impedirá de sonhar.
Video soberbo, sonoplastia genial, letra ainda melhor…
msgd
dressed in white.
Muito já se escreveu, mais ainda se escreverá, nunca é demais tornar a escrever sobre a B&O, mais ainda quando o design, a exclusividade e a qualidade andam de mãos dadas com a solidariedade. Até ao próximo dia 15 do corrente ainda podem licitar aqui o primeiro conjunto (001/150) de uma produção total de 150, compostos pela Beosound 9000 + Beolab 8000 em branco, em benefício da Unicef.
Entretanto no site da B&O foi apresentada a restante gama de produtos também em branco, e pessoalmente destaco este Beovision 8, um LCD ‘a sério’ com uma imagem que mais parece um genuíno plasma e que ficava tão bem, mas tão bem num chão que eu cá conheço…
(ainda dizem que a paixão vem em vermelho, tss tss…)
msgd















