belogue
banalidades circunstanciais.. ou não!Arquivo para Maio, 2009
hey, let’s take it slow, shall we?
Um desafio diário. Algo necessário que continuamos a renegar para segundo, terceiro ou último plano. Qualidade de vida ou o tal Ganhar Menos | Viver Melhor com que tantas vezes sonhamos. Porque não trazemos para a realidade todos esse sonhos, desejos ou vontades.
Algumas idéias para meditar…
… e aqui também.
msgd
economia aplicada.
Numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França chove e nada de especial acontece. A crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas. Subitamente, um rico turista russo entra no foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar. O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai. Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.
xipiti
haven’t we met before?

Tão básico como 1, 2, 3 é o ABC. Mas aquele de que vou falar não é um qualquer. É um ABC que conheci desde tenra idade, quando ainda juntava, hesitante, os Aas aos Bês e quando os Cês e os Dês ainda não se tinham unido num casamento áudio-tecnológico… Acontece que este ABC não só era de ler.. era de ouvir. E ouvi antes mesmo de ver. Gostava do que ouvia… soava bem, tinha melodia, até que, mais uma vez, quando vi o vocalista… meu Deus… o vocalista!!! Martin Fry. Claro, aqui a Xipiti era novinha mas já tinha olhinhos femininos que identificavam bonecos bonitos com que esta menina gostaria de vir a brincar uns anitos mais tarde… era o olhar do amor que andava a espreitar…
Comparo a postura do Mr. Martin Fry à do vocalista dos Roxy Music, não pela sonoridade (seria palermice), mas pela postura de gentleman, sempre de fatinho, mesmo que dourado e de lantejoulas… há quem se possa dar a esse luxo de andar de lamé e não perder o respeito das pessoas. Só um homem muito especial consegue vestir os (terríveis) fatos dos anos 80 com tamanha elegância. Já não se fazem homens assim…
Sucessos foram muitos na carreira destes senhores. Há quem diga mesmo que o Lexicon of Love foi o melhor álbum POP dos anos 80… não vou discutir isso e parece que realmente foi difícil manter a fasquia tão alta depois desse álbum, razão por que a banda acabou, tal como tudo o que é bom…
Volvidos mais de 20 anos, e depois de uma batalha vencida contra um cancro nos intestinos do Mr. Fry, eis que regressam e vão estar em Portugal num concerto só com estrelas dos anos 80, em Lisboa, no Pavilhão Atlântico. Mereciam um concerto só deles, mas pronto, se a vida fosse justa também eu teria um jantar a sós com ele… porque como podem ver, o homem continua “podre”… Engraçado é que quando olho para esta foto, lembra-me alguém…
(para ler mais informações eróticas aqui)
xipiti
pais em mono.

Tenho por hábito dizer que ‘em stereo sabe sempre melhor’ e provavelmente neste caso também é verdade… ou não. Nos meus passeios cibernéticos deparei-me com algumas páginas interessantes sobre a monoparentalidade, uma realidade que a burocracia portuguesa complica quando de facto cada vez mais assistimos a famílias | pais de papel apenas. Desses passeios sobressaiu este link bastante interessante…
[seria interessante, caso houvessem por aqui, a partilha de experiências similares... era, era...]
msgd
sinais dos tempos.
Mais um spam, menos um delete. Um conceito (aparentemente) giro, de interacção parental, nestes tempos em que cada vez mais se assiste a uma desresponsabilização | desligar | cansaço dos pais relativamente aos filhos. Os laços criam-se, mas têm de ser mantidos, com um enorme sentido de responsabilidade, com amor e carinho, e sem dúvida uma enorme pitada de imaginação.
msgd
captar. tirar. premir. focar. registar. observar. gravar. dentro de nós.
Já por aqui passou esta deliciosa ‘Comptine d’un autre Été’ do Yann Tiersen. Mais um justificado pretexto para um momento reflexivo, quase a sentir cada nota dentro de nós, cada (suave) premir de teclas, seja ao piano, seja na máquina que captou estas fotos. Vontades que vão e vêm. Vontades de guardar, e registar, e repetir, e perpetuar momentos destes. Do simples fim-de-tarde a olhar para momentos destes, ao mais calmo acordar e alimentar a alma, sempre com um irresistível sorriso de vénia perante a vida. O perfeito álbum de amigos, de família, de vida? Perfeito.
msgd
















